Orgulhosamente dirijo algumas palavras aos profissionais da Saúde Mental e, em particular, aos colegas psiquiatras de Minas Gerais e todos aqueles convidados, além de tantos outros que participarão dos nossos eventos. Nesta XXI jornada Mineira de Psiquiatria, carinhosa e eficientemente bem organizada, meu nome foi lembrado para ser o Presidente da mesma. É sempre muito bom ser lembrado pelos mais jovens, ainda mais numa honraria como esta.

Sinto-me orgulhoso de ter participado de momentos empolgantes de nossa história e estar, ainda hoje, atento a todos os movimentos da especialidade. Nas conexões já estabelecidas, fomentadoras de relações interpessoais e as interfaces com a arte, esportes e ciências afins, permitirão a criação de uma linguagem comum entre todos os participantes.

Como o mais antigo psiquiatra vivo do nosso estado gostaria de lembra-los que durante cerca de 30 anos a psiquiatria mineira foi dominada por um grupo que, em nome de uma reforma antimanicomial e utilizando-se de uma psicanálise ideológica, colocaram a nossa psiquiatria no patamar mais baixo da sua história. “Nenhum psiquiatra de bom senso defende a existência de manicômios”.

Numa pseudo humanização, calcada na ignorância e pior ainda na má fé, nosso país foi colocado entre os mais atrasados na Assistência psiquiátrica. Era vendida a ideia de que a doença mental era produzida pela sociedade capitalista. Este ensinamento enganoso de Michel Foucault (História da Loucura), que influenciou psicanalistas de diversos países particularmente os Franceses, provocou atraso monumental no conhecimento e assistência psiquiátrica. Aqui entre nós, Baságlia, conquistou jovens psiquiatras/psicanalistas e provocou a luta antimanicomial, como se isto fosse a prática de todos os psiquiatras mineiros. Até leis foram forjadas aqui em Minas que, repito, atrasaram a psiquiatria brasileira. Condenar a eletroconvulsoterapia como prática desumana foi desconsiderar sua existência nas mais importantes universidades no mundo inteiro. No Brasil, somente pessoas com poder aquisitivo podiam utilizar esta terapêutica, privativamente. Um absurdo, até hoje defendido por ignorantes da antipsiquiatria. Felizmente, hoje, os doentes mentais começam a receber os tratamentos adequados em hospitais psiquiátricos, ambulatórios e Caps COM PSIQUIATRAS. A recuperação levará algum tempo. É nosso desejo que haja um amplo entendimento para enfrentar as dificuldades deixadas pelo famigerado movimento

Envio saudações a todos aqueles que já se inscreveram e os que, com certeza, examinarão a riqueza da nossa programação e estarão compartilhando com uma aprendizagem moderna e participando de atividades recreativas num dos Estados mais desenvolvidos e ricos do nosso Pais.
Sejam bem-vindos!

José Raimundo Lippi
Presidente da XXI Jornada Mineira de Psiquiatria

Comissão Científica
Alexandre de Rezende Pinto (Juiz de Fora)
Érico Castro (BH)
Fernando Silva Neves (BH)
Gustavo Furtado (Barbacena)
Guilherme Henrique faria do Amaral (Juiz de Fora)
Karina Kleto (Araxá)
Hugo Paiva (Lavras)
João Henrique Dupin (Ipatinga)
Maila Castro (BH)
Marco Aurélio Romano-Silva (BH)
Pedro Colen (Governador Valadares)
Pedro Paulo Narciso Avelar (Montes Claros)
Rodrigo Nicolato (BH)
Tiago Castro (Uberlândia)
Vitor Hugo Moreira Marques (Pouso Alegre)

Concurso AMP de Jornalismo
Irá premiar as melhores reportagens veiculadas em jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão de Minas Gerais que tiveram como objetivo desmistificar vários aspectos que envolvem os transtornos mentais, o estigma que pesa sobre a psiquiatria e outros assuntos relacionados à especialidade e seus pacientes.
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Concurso AMP de Poesias
Irá premiar os psiquiatras sócios da AMP om talento poético.
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Concurso AMP de Contos
Irá premiar os psiquiatras sócios da AMP com talento literário.
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Concurso AMP de Fotografia
Irá premiar os melhores fotógrafos sócios da AMP.
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